Ensaio Aberto #EstaçãoGuetoCCPC #2

Os Grupos: NusCorre, E-Mortais, Zoio MC, DNA de Vagabundo, Réu & Russo ML e Jairo Periafricania, convidam todos para a 2ª edição do Ensaio Aberto #EstaçãoGuetoCCPC, projeto realizado pelo MH2R (Movimento Hip-Hop Revolucionario), com apoio do Festival Reviva Rap e varios outros parceiros.

A parada será domingo dia 15/05 a partir das 17hs. Rua General Jardim, 269 – Republica – Entrada Franca

O projeto #EstaçãoGuetoCCPC visa em seu desenvolvimento possibilitar espaço para que Bandas, Grupos, Posses, Crew’s, Djs, B.Boys, Lokers, Poppers, Escritores de Graffiti e Coletivos organizados tenham a sua disposição um espaço com toda infra necessária para ensaios e exposição de seus produtos.

Buscamos com esta iniciativa fomentar a potencialização dos muitos potenciais existentes e com isso criar coletivamente situações de geração de trabalho e renda à cena que faz a Cultura Independente, objetivando a multiplicação de espaços e iniciativas como esta nas regiões mais afastadas do centro babilônico de São Paulo.

O projeto #estaçãoGuetoCCPC traz em seu escopo varios diferenciais, os mesmos buscam em seu tramite trabalhar o velho/novo conceito de colaboratividade, onde formamos uma equipe multi-mídia para disponibilizar para a rede (Internet) os materiais e produtos desenvolvidos pelos participantes do projeto, estamos contanto com uma cobertura colaborativa onde filmamos, editamos e postamos os videos das apresentações, alem da produção de conteúdo nas plataformas twitter, Facebook, Orkut, etc, o objetivo desta cobertura é divulgar os trabalhos e potenciais alocados naquele momento e evidenciar suas potencialidades na perspectiva da geração de trabalhos e renda como desdobramento à sua participação.

Domingo 15 de maio de 2011teremos os segundo momento do projeto Estação Gueto no espaço CCPC Rua: General Jardim nº 269 próximo a estação do metro Republica.

Entrada Franca

Vejam os primeiros videos postados no youtube – http://va.mu/CvG

Realização: Radio Konquix, Posse MH2R, Rede da Quebrada Pra Estrada, Audacia e iVoz

Coordenação e organização @Toroka7, @Bobcontroversia, @MCZerOnze e @Randneto

DQPE e Diálogos Afrurbanos chegam à Zona Norte de SP

Chegamos à Zona Norte, Jd. Damasceno, após uma longa jornada que passou pelas Z/O e Z/L com uma programação de apresentações artísticas e oficinas de capacitação em Literacia Midiática com ênfase no desenvolvimento de produção cultural em diferentes formatos de mídia.  O projeto, nesta edição, conta com o fortalecimento da parceria junto ao MH2R e o projeto Diálogos Afrurbanos que foi realizado  nos dias 14, 21 e 28/11 na EE Pe. Antônio Velazco Aragon, no Taboão em Guarulhos e chega ao seu encerramento neste ano de 2010 no Jd. Damasceno, ponto de conexão entre a Z/N da Grande São Paulo.

O Ponto de Cultura Rede iVoz – Arte Urbana e Literacia Midiática – foi parceiro na realização de atividades pedagógicas e agora produz coletivamente o quarto evento da sua série programada de 5 eventos na cidade de São Paulo em seu primeiro ano de convênio.  Dia 12 de dezembro encerraremos as atividades com a realização do Harmônicas Batalhas no Centro Cultural da Juventude, também na Zona Norte.

Local: Núcleo Sócio Educativo Arte na Rua
End: Rua Talha Mar, 100 – Jd. Damasceno – São Paulo
Horário: das 9hs às 18hs

Basket de Rua – das 11hs às 15hs

Oficinas – das 9hs às 13hs
Break, MC, DJ, Graffiti, Fotografia e Xilogravura

Apresentações – das 13hs às 18hs
Grupos: Nocivo, Literatura Suburbana, ZoioOmc, Da Fina, Russo ML e Os 13 Fora da Lei

I Conferência Nacional de Economia Solidária da Cultura

Desde o início de 2010 o iVoz tem empreendido muito esforço para o fomento ao diálogo entre os fóruns de Pontos de Cultura e de Economia Solidária e, nesta semana 24 e 25 de novembro, chegará a um importante marco com a realização da I Conferência Nacional de Economia Solidária da Cultura, promovida por esforços governamentais do MinC, Senaes-MTE e Prefeitura de Osasco.

O GT de Economia da Cultura, do qual participamos, conta também com a fundamental participação do Massa Coletiva, de São Carlos, que está conosco segurando a responsa da documentação audiovisual do evento e da cobertura colaborativa.  Acompanhe as atualizações em nossas redes sociais.

Abaixo a programação completa:

Programação

Dia 24

Teatro Municipal de Osasco

Av. dos Autonomistas, 1.533 – Vila Campesina

9h – Apresentação artística Teatro Mágico e Doutores da Alegria

9h30 – Mesa de abertura dos trabalhos

14h – Painel temático: “Economia Solidária da Cultura: histórico e experiências”

Participantes:
Carol Tokuyo, integrante do Circuito Fora do Eixo
Ney Piacentini, presidente da Cooperativa Paulista de Teatro
Marly Cuesta, do Fórum dos Pontos de Cultura,Representante do Fórum Brasileiro de Economia Solidária

16h – Painel temático: “Políticas públicas de fomento à Economia Solidária da Cultura”

Participantes:
Dep. Jandira Feghali
Rosa Maria Leonardo Coimbra, Colegiado Setorial da Dança
TT Catalão, Secretario de Cidadania Cultural (a confirmar)
Representante da Senaes / MTE
Isabel Azevedo – UFRJ / Forproex

Viaduto metálico

centro de Osasco

19h as 23h– Atividade Cultural

Apresentações de música e teatro

Dia 25

UniFIEO

av. Franz Vogeli, 300, Vila Yara

9h – Mini-Conferências:

Temas:

– Finanças solidárias e crédito:
Representante da Rede Nacional de Bancos Comunitários

– Redes e coletivos:
Flavia Vivacqua – Nexo Cultural / Festival Reverberações e CORO Coletivo

– Cadeias Produtivas, Arranjos Produtivos Locais e comercialização
Genauto – ITCP/UFBA

– Propriedade Intelectual e Direito autoral
Pablo Ortellado – Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas de Acesso à Informação – EACH /USP

– Cultura Digital e Comunicação
Henrique Parra – Professor Unifesp
Sergio Amadeu (a confirmar)

– Organização e incubação de empreendimentos de cultura
Samuel Batista (Boca de Pano)
Gonçalo (COPPE / UFRJ)

– Etno-desenvolvimento

Facilitadores:
Gersem Baniwa – Educação Indígena no Brasil (a confirmar)

– Políticas Públicas

Facilitadores:
Representante MinC
Representante do Conselho Nacional de Economia Solidária

– Mercado e sustentabilidade de grupos de cultura
Fernando Kinas – Movimento 27 de Março
Representante do Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário

14h às 15:30h – Atividade Cultural prévia a assembléia final, enquanto participantes aguardam sistematização do documento final da conferência

14h – Reunião da comissão de sistematização de propostas das mini-conferências

16h – Plenária Final – Apresentação e votação do texto final da Carta de Osasco

Ponto de Cultura móvel agora na Z/L

Rede iVoz: Arte Urbana e Literacia Midiática, agora com a importante parceria junto ao Ponto de Cutura Pombas Urbanas para a realização do terceiro evento previsto no plano de trabalho do projeto conveniado  junto à Secretaria de Estado da Cultura para o triênio 2010-2012.

Já nesta sexta feira iniciaremos o trabalho com oficinas de Break, Fanzine e Redes Sociais com atividades de formação e preparação para a atividade prática que ocorrerá no sábado, durante a produção do DQOE Z/L, na Cidade Tiradentes.

Durante o evento a capacitação teórica do dia anterior será colocada em prática na cobertura colaborativa do evento, que abrangerá as oficinas de fanzine e redes sociais, em que os jovens prepararão conteúdo para postar nas redes sociais do Pombas Urbanas (Flickr, Twitter e Facebook) e que serão remixados em mídia impressa através do fanzine.

Programação

Sexta 12/11

10hs – Oficina de Break com MB2O Crew
14hs – Oficinas de Fanzine e Redes Sociais

Sábado 13/11

10hs – DJ Zulu Cl e Microfone Aberto
11hs – Baile ‘Beats do Break’
12hs – Performance de Graffiti com Hope (5Zonas)
14hs – apresentaçõa artísticas

Convidados:

Rincon Sapiência, Toroká, Maskot, DNA, D’Quebrada, Thiago 011, Tito Fantasmas Vermelhos, Hope e MB2O Crew.

DJ Residente: Zulu Cl

Apresentação: Toroká

Compareçam e acompanhem a tag #redeivoz ou através de @ivoz e @pombasurbanas.  Notícias em tempo real!

Local
Galpão Arte em Construção – Pombas Urbanas
Av. dos Metalúrgicos, 2100, Cidade Tiradentes, São Paulo/SP

Como chegar
Estação CPTM Guaianazes, tomar van “Cidade Tiradentes” (o ponto é em frente ao galpão, o motorista prestará informações)

Entrevista: Dominique Wolton

Folha – Como vê a internet?

Dominique Wolton – Faço parte de uma minoria que não é fascinada por ela. Claro, é formidável para a comunicação entre pessoas e grupos que se interessam pela mesma coisa e, do ponto de vista pessoal, é melhor do que o rádio, a TV ou o jornal.

Mas, do ponto de vista da coesão social, é uma forma de comunicação muito frágil. A grandeza da imprensa, do rádio e da TV é justamente a de fazer a ligação entre meios sociais que são fundamentalmente diferentes. Nesse sentido, a internet não é uma mídia, mas um sistema de comunicação comunitário.

Mas e as redes sociais?

Elas retomam uma questão social muita antiga, que é a de procurar pessoas, amigos, amor. São um progresso técnico, sem dúvida, mas a comunicação humana não é algo tão simples.

Porque em algum momento será preciso que as pessoas se encontrem fisicamente -e aí reside toda a grandeza e dificuldade da comunicação para o ser humano.

Então a solidão é um risco nessas redes?

Sem dúvida: a “solidão interativa”. Podemos passar horas, dias na internet e sermos incapazes de ter uma verdadeira relação humana com quer que seja.

Isso tem a ver com o conceito que criou -o de “sociedade individualista de massa”?

Sim, porque na comunicação ocidental procuramos duas coisas inteiramente contraditórias: a liberdade individual -modelo herdado do século 18- e a igualdade por meio da inserção na sociedade de massa -que é o modelo do socialismo.

Usamos a internet porque ela é a liberdade individual. Na internet, todo mundo tem o direito de dar sua opinião, mas emitir uma opinião não significa comunicar-se.

Porque, se a expressão é uma fase da comunicação, a outra é o retorno por parte de um receptor e a negociação que implica -e isso toma tempo!

Há um fascínio pela rapidez da internet e por sua falta de controle.

Mas essa falta de controle é demagógica, porque a democracia não é a ausência de leis, mas a existência de leis utilizadas por todos.

A internet foi decisiva para a eleição de Barack Obama?

Acho que se projetou um sonho que não correspondeu à realidade. Obama sempre foi ligado às questões sociais e sabia de sua importância. O que fez foi usar a internet para multiplicar a eficácia dessas relações. Usou a internet de modo bastante clássico.

O Google está nos tornando estúpidos?

Ele está se tornando a primeira indústria do conhecimento, concentrando de forma gigantesca a informação e o saber -o que é um perigo.

Se um grupo de mídia quisesse concentrar toda a distribuição de informação, alguém diria: “Atenção, monopólio!”. Mas não se faz isso em relação à internet, tamanho é o fascínio pela técnica na sociedade atual.

O papel está condenado?

Ao contrário! Porque internet é rapidez, livros e jornais são lentidão e legitimidade -informação organizada. A abundância de informações não suprime a questão prévia de que educação é formação.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0911201004.htm
imagem: http://www.fceer.org/index.php?pid=noticias&detalle=796

Rede iVoz – DQPE Z/O

Neste sábado (23/10), a partir das 9h, iniciaremos a série de eventos deste segundo semestre com uma edição do projeto Da Quebrada Pra Estrada na EE Prof. Oswaldo Walder, na Zona Oeste de São Paulo.

O evento contará com oficinas, exposição fotográfica, projeções de vídeos e apresentações artísticas como parte integrante das ações do Ponto de Cultura – Rede iVoz: Arte Urbana e Literacia Midiática, conveniado junto à Secretaria de Estado da Cultura para o triênio 2010-2012.

Voce está convidado a participar e interagir com esta ação que promove construção de redes e ativismo HipHop na Cidade de São Paulo e que já rompeu fronteiras, conectado-se a coletivos na Comunidade de Países de Língua Portuguesa, através das ações do projeto InterConexõesHumanas, e também com o Chile, através do ConectArtes.

ENTREVISTA: MANUEL CASTELLS

SOCIÓLOGO, QUE VÊ A INTERNET COMO AMPLIFICAÇÃO DA SOCIEDADE, DIZ QUE NO CASO DO BRASIL NÃO HÁ QUALQUER DESEJO DE MUDANÇA

por: ALEC DUARTE

Quem esperava que a internet fosse revolucionar o processo eleitoral brasileiro se decepcionou com o tímido papel que a rede exibe na campanha. O sociólogo espanhol Manuel Castells, porém, não se surpreendeu com isso.

Um dos mais relevantes pesquisadores da web, Castells esteve no Brasil a convite do recém-inaugurado Centro Ruth Cardoso e achou normal a ausência da esperada revolução nas eleições.

“Quando há estabilidade, não se pode esperar que a internet produza uma mudança que as pessoas não querem”, disse à Folha. Leia trechos da entrevista.

Por que a internet amedronta o poder político?

Manuel Castells – Porque o poder sempre esteve baseado no controle e, às vezes, na manipulação da informação.

O grau de autonomia das pessoas para se comunicar, informar e organizar suas próprias redes de sociabilidade é muito mais potente com a internet. Ela é a construção da autonomia da sociedade civil. Os governos sempre tiveram horror a isso.

A internet é incontrolável, mas os governos sempre tentam exercer algum controle. Não é um trabalho em vão?

Por mais que queiram controlar, não podem controlar. Nem a China pode controlar.  Isso mostra a desconfiança dos governos e dos políticos com respeito a seus próprios cidadãos. Não lhes agrada que se organizem e que sejam autônomos. Aos políticos só interessa o poder.  A única maneira de controlar a internet é desconectá-la totalmente. E isso hoje em dia é um preço que nenhum país pode pagar porque, além de livre expressão, a rede é educação, economia, negócios… é a eletricidade de nossa sociedade.

É impossível para um governo, hoje, não tentar recorrer a esse tipo de expediente?

Os governos tiveram que entrar nesse mesmo espaço de comunicação. Antes, não havia debate, havia monopólio. Isso acabou. O fato de que um governo ou grandes empresas tenham que fazer blogs como a gente nivelou relativamente o espaço da comunicação em que se enfrentam interesses distintos.

O avanço tecnológico permitiu também que os cidadãos vigiem os governantes…

Os poderosos vigiavam os demais porque tinham os meios e a capacidade de fazê-lo. Mas agora as pessoas também podem vigiar os poderosos. Qualquer jovem com um celular, se vê uma personalidade política fazendo algo inconveniente, pode imediatamente difundir a cena. Hoje os poderosos têm que se esconder, sua vida é mais transparente, mas não há um controle, apenas vigilância.

A vida em rede mudou o comportamento dos governos?

Ainda não totalmente, mas o poder político sabe que não pode mentir nem manipular sem ter cuidado ao fazê-lo. Quando as pessoas descobrem, o choque é muito potente. Foi o que ocorreu na Espanha, em 2004, quando o governo de [José María] Aznar mentiu sobre a autoria do atentado terrorista em Madri. As pessoas ficaram indignadas porque Aznar disse que autoria era do [grupo separatista que atua na Espanha] ETA, quando se tratava da Al Qaeda.  Houve controle da informação e manipulação. A descoberta da verdade, na véspera da eleição, foi compartilhada por SMS e levou milhões de jovens às urnas. Isso mudou o resultado da eleição [o socialista José Luis Zapatero venceu Aznar].

Outro exemplo ocorreu no Irã, em 2009, quando houve manifestações contra a reeleição de [Mahmoud] Ahmadinejad. Mesmo num país com controle total da informação, a capacidade de mobilização, sobretudo pelo Twitter, foi fundamental.

Isso também aconteceu na deposição do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, quando a internet foi invadida por hashtags de apoio à volta do mandatário, assim como o Twitter ostentou avatares verdes no episódio iraniano. Mas Ahmadinejad segue no poder, e Zelaya jamais foi reconduzido ao cargo. Falando em realpolitik, como essas mobilizações virtuais chegam ao âmbito do real?

As mudanças fundamentais na sociedade são as que se produzem na mente das pessoas. É aí que surge a mudança: quando as pessoas mudam sua forma de pensar e, portanto, de atuar.  As ideias não passam necessariamente pela mudança política, mas sim pelas mudanças que os governos têm de implementar em função da pressão da sociedade.

Hoje quase não há discussão política na internet brasileira, apenas torcidas trocando provocações. E essas discussões não extrapolam a própria rede. O fato de a web não possuir no país uma penetração grande afeta diretamente a repercussão fora dela?

Para que se manifestem fenômenos de utilização da rede nas mudanças de consciência e de informação das pessoas, é preciso haver antes de mais nada rede em condições e que também exista interesse das pessoas num sistema político.

No caso específico do Brasil, qual a sua percepção?

O Brasil segue uma dinâmica assistencialista em que da política se esperam subsídios e favores, mais do que políticas. A situação econômica do país melhorou consideravelmente. O que mudou a política aqui é que os dois últimos presidentes, FHC e Lula, eram influentes e controlavam seus partidos muito mais do que eram controlados por ele. Duvido que o país continue a ter essa boa sorte, qualquer que seja o resultado das eleições.

A renovação do sistema político exige que as pessoas queiram uma mudança, e isso normalmente ocorre quando existem crises. A internet serve para amplificar e articular os movimentos autônomos da sociedade. Ora, se essa sociedade não quer mudar, a internet servirá para que não mude.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2109201022.htm